OS CONECTADOS NA POLÍTICA - 11/4/2022

EM PRÉ-CAMPANHA MORO FALA EM AVANÇO DE REFORMAS ADMINISTRATIVA E TRIBUTÁRIA 

“Não desisti de transformar ou mudar o país”, declarou o ex-juiz federal.

O ex-ministro Sergio Moro (União Brasil) afirmou, nesta segunda-feira (11), que o Brasil precisa de uma “agenda vigorosa em tema de reforma”, além de “olhar para o futuro”. Em entrevista à Câmara de Indústria, Comércio e Serviços da Caxias do Sul, Moro também afirmou ser pré-candidato, apesar da recente controvérsia com o seu novo partido, o União Brasil, em relação a sua intenção de concorrer à Presidência da República.

“Eu sou o único dos pré-candidatos que têm destacado que, além das reformas e do plano para combater as causas da pobreza, além de cuidarmos da educação e da saúde com planejamento, dedicação e esforço e discutir a segurança pública com maior profundidade, precisamos recuperar os valores perdidos, princípios maiores, através de uma reforma ética do estado”, disse.

“Não desisti de transformar ou mudar o país. Existe uma percepção de que é necessário que haja um centro, uma via democrática única para fazer frente às duas propostas que eu, sinceramente, qualifico como propostas de extremos”, afirmou.

Segundo o Moro, o país precisa de um “projeto modernizante” junto à construção de um “governo honesto e íntegro”. O ex-juiz também disse que a resposta para os problemas atuais do Brasil “não está nos dois candidatos dos extremos”.

“Precisamos de uma agenda moderna para o Brasil. Uma agenda vigorosa em tema de reforma. As grandes reformas que foram deixadas de lado, como a reforma administrativa, para deixar o governo mais eficiente, e a reforma tributária que implica na atividade produtiva, especialmente na área da indústria”, disse Moro.

Ainda no tema econômico, o ex-juiz ainda falou sobre o debate envolvendo privatizações. “Privatização era um tema do governo Collor, depois se tornou tema no governo de Fernando Henrique Cardoso e hoje, passados mais de 20 anos, ainda discutimos se privatizamos ou não privatizamos. Não conseguimos virar a página”, falou.

“A minha percepção é a de que não conseguimos fazer as reformas necessárias para o Brasil voltar a crescer, porque parte das nossas instituições foram capturadas, porque o governo se dedica a atender interesses especiais e não propriamente em agir pelo bem comum”, analisou. “Ao invés de o governo agir para fazer o que precisa fazer para o Brasil voltar a crescer, trabalha atendendo aos interesses paroquiais, preocupado em eleição e reeleição. O fenômeno mais claro em relação a isso é a corrupção.”

Dentro do mesmo tema, Moro afirmou ser a favor do fim da reeleição para o presidente da República, dizendo que o dispositivo “não funcionou”. Ele também fez novas críticas ao foro privilegiado.

“Tem que acabar com a reeleição. E se o presidente eleito em 2023 encaminhar uma proposta de emenda para acabar com a reeleição, tenho certeza de que o Congresso aceitará de bom grado. A gente tem que acabar com o tal do foro privilegiado, isso é um escárnio”, disse Moro.


Postagem: Os Conectados.

Com informações CNN Brasil.

Foto/Imagem: Reprodução Internet.


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